“Ontem, viu-se-lhe em casa a esposa morta,
E a filhinha mais nova, tão doente,
Hoje, o empresário vai bater-lhe a porta,
Que a platéia o reclama, impaciente.
Ao palco, em breve surge...pouco importa
A sua dor áquela estranha gente...
E ao som das ovações que os ares corta,
Trejeita, canta e ri, nervosamente.
E aos aplausos da turba, ele trabalha,
Para manter-se no manto em que se embuça,
A cruciante dor que o retalha.
No entanto, a cruel dor mais se lhe aguça,
E enquanto o lábio trêmulo gargalha,
Dentro do peito, o coração soluça.
(Pe.Antônio Thomaz)
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário